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Shoftim, שופטים
Aspectos da 48ª
O texto desta Parashá é:
Shoftim, שופטים -( Deut. 16:18-21:9)>>Sigf.Juízes

O texto da Haftará é:
-
A haftará desta parashá é Isaías 51:12–52:12.
Salmo 17
Shoftim, שופטים
A parashá Shoftim inicia com os mandamentos relativos a criação de tribunais e juízes em cada cidade. Prossegue com mandamentos relacionados a reis, assim como oferendas a serem levadas aos cohanim e os mandamentos relativos as profecias. A parashá continua com os mandamentos relativos as cidades-refúgios e os mandamentos relativos aos casos de testemunhas falsas.
A Torá prossegue descrevendo os mandamentos a serem cumpridos quando o povo de Yisrael estiver em guerra. Há a descrição dos mandamentos relativos a algum assassinato em que não se descobre o autor, e a expiação a ser oferecida neste caso.


Leitura da Torá: Shoftim, שופטים
Shofetim (Devarim 16:18-21:9) trata primeiramente dos mandamentos a respeito da criação de um sistema de liderança na Terra de Israel, começando com a designação de cortes, juizes e oficiais em cada cidade. Após esboçar o processo de julgar um idólatra, a Torá ensina que a pena de morte deve ser imposta a qualquer erudito que pronunciar uma decisão contra o Grande Sanhedrin (Suprema Corte de 71 juizes) em Jerusalém, não importa o quanto sejam notáveis os eruditos envolvidos na disputa.
O povo judeu recebe ordens de requisitar um rei assim que estiver instalado em Israel. São relacionados alguns dos presentes especiais que devem ser dados aos cohanim, sacerdotes.
Após descrever a natureza da profecia, a Torá repete as leis do Ir Hamiklat, cidade de refúgio para assassinos acidentais, e descreve o caso judiciário especial de Edim Zomemim, testemunhas conspiratórias.
A Torá então fala de vários aspectos da conduta da nação durante a guerra, dizendo-lhes para não temer os inimigos, e relacionando aquelas pessoas que estão isentas do serviço militar. Deve-se primeiro dar ao inimigo a oportunidade de paz, e o povo judeu deve ser cuidadoso para não destruir nenhuma árvore frutífera durante a batalha.
A porção da Torá conclui com o caso do assassinato não resolvido e com o ritual da eglá arufá, a novilha decapitada, que serve como expiação para o povo das cidades vizinhas por não terem impedido o assassinato.

A raposa e o peixe
por Rabi Daniel Cohen
Um estudo demográfico das cidades de refúgio descritas na porção desta semana da Torá revela um elemento surpreendente na população. Podería-se presumir que as cidades compreendiam somente os levitas que lá tinham residência permanente e alguns indivíduos que mataram acidentalmente e buscavam proteção de seus perseguidores. Entretanto, há um outro grupo – os rabinos. O Talmud (Tratado Makot) explica que qualquer indivíduo que fugisse para a cidade de refúgio deveria levar consigo seu rabino (não seu advogado, contador, ou médico). Analisando esta lei, podemos fazer uma avaliação mais profunda da primazia da Torá na vida de uma pessoa.
Esta obrigação brota de um versículo: "Ele [o assassino acidental] deve fugir para uma das cidades e viver" (Devarim 19:4).
Somente o sustento físico não permite que o assassino "viva". Apenas quando é completado com sustento espiritual (i.e., seu rabino) pode viver realmente. Um comentário não característico do Rambam apoia esta noção. Embora o estilo do Rambam em sua obra legal magna seja elucidar a lei judaica, ele acrescenta um comentário revelador ao articular o requerimento de trazer o rabino da pessoa à cidade de refúgio. Ele escreve que indivíduos sábios carentes de estudo e conhecimento de Torá são considerados carentes de vida. A Torá infunde vida.
Uma história contada no Talmud sobre Rabi Akiva cristaliza a importância da Torá. Rabi Akiva viveu durante o período dos perseguidores romanos, que proibiam o estudo de Torá. Apesar da proibição, Rabi Akiva continuou seus estudos e foi capturado e sentenciado à morte pelos romanos. Quando inquirido por seus alunos por que assumira tal risco, contou-lhes a história da raposa e do peixe.
Uma astuta raposa fez uma maravilhosa proposta ao peixe: "Venha para a terra, e ficará a salvo da rede do pescador!" O precavido peixe respondeu: "Vivendo na água, existe uma possibilidade de que eu possa viver, evitando a rede do pescador. Entretanto, na terra certamente morrerei."
Sem as águas potentes da Torá, nós também não podemos sobreviver.
Quando a pessoa deixar este mundo, uma das perguntas que D'us lhe fará é se reservou tempo para o estudo da Torá todos os dias (Talmud Tratado Sanhedrin 7a e Shabat 31a). A Torá não é meramente um guia legal para a vida. Estudando a Torá, aprofundamos nosso conhecimento das mitsvot e revigoramos nosso relacionamento com D'us.
Ao aproximarmo-nos de Rosh Hashaná, façamos um compromisso de imergirmos no mar da Torá e que sejamos abençoados por suas águas vivas a cada dia.

Nomear juízes
Esta Parashá trata dos fundamentos da liderança judaica:
o estabelecimento de cortes legislativas judaicas e, mais adiante, algumas leis relacionadas a juízes;
a nomeação de um rei judeu
e várias leis relacionadas às guerras, as quais o rei deve conduzir e conclui com a mitsvá de eglá arufá (a bezerra cuja nuca é quebrada),
que envolve tanto juízes como cohanim.
Há mitsvot especiais para os líderes da nação. Os líderes devem lembrar a toda hora que eles são um exemplo para toda a nação.
Os líderes da nação judaica são:
1. Juízes,
2. cohanim,
3. profetas,
4. o rei.
Todos os acima escritos carregam uma enorme responsabilidade, pois sua conduta e comportamento exercem forte influência sobre o resto do povo, positiva ou negativa. Moshê descreveu a Benê Yisrael todas as leis que os líderes devem saber.
Moshê explicou: "Em Yerushaláyim vocês terão o Grande San’hedrin". Esta é a mais alta corte legislativa do país. Quando vocês viajarem para Yerushaláyim para Yom Tov, vocês poderão ir para o San’hedrin com os seus casos de justiça.
"Além do tribunal, D’us quer que cada cidade em Êrets Yisrael tenha o seu próprio Bet Din (Tribunal). Em uma cidade pequena, um tribunal de três juízes já é o bastante.
Apesar de que três juízes não podem julgar casos de vida e morte, eles podem solucionar problemas ligados a dinheiro e propriedade.
Uma cidade maior (onde moram pelo menos 120 judeus) deve ter um Bet Din de 23 membros. Este Bet Din tem o poder de decretar uma sentença de morte.
"Se os juízes de um Bet Din estão indecisos a respeito de um caso, devem viajar até o Grande Tribunal."
O Grande Tribunal tem setenta juízes e um nassi (presidente) sobre eles. O San’hedrin se reúne diariamente em uma das salas do Bet Hamicdash. Os juízes sentam em um semicírculo. Deste modo, eles poderiam ver uns aos outros e o presidente poderia vê-los todos. Quanto maior fosse o juiz, mais próximo do presidente ele se sentava. Hoje em dia, já que a corrente da semichá está rompida, nós não temos mais a mitsvá de nomear um San’hedrin.
O que é semichá?
Semichá quer dizer "ordenação". Quando Moshê nomeou Yehoshua e os setenta zekenim (sábios experientes) do San’hedrin, colocou suas mãos sobre a cabeça deles. Mais tarde, aqueles sábios nomearam os líderes da próxima geração. Mesmo não tendo colocado suas mãos sobre as cabeças dos seus sucessores, o ato de ordená-los ainda era chamado de "dar a semichá". A corrente de semichá continuou a passar dos líderes de uma geração para a próxima.
Quando os romanos destruíram o segundo Bet Hamicdash, queriam abalar a coragem dos judeus. Porém sabiam que enquanto o San’hedrin estivesse de pé, o povo continuaria espiritualmente forte. Por isso eles tentaram destruir o San’hedrin que continuou exercendo sua funçnao em segredo. Dar ou receber semichá era punido com morte. Apesar do decreto romano, a semichá continuou por mais 150 anos depois da destruição do Bet Hamicdash. No final ela foi rompida.
Em toda Amidá diária nós rezamos:"Hashiva shoftenu kevarishona; Por favor, traga de volta nossos juízes assim como era antes!" Pedimos para D’us trazer Mashiach e restabelecer o San’hedrin que novamente concederá a semichá. Adicionalmente aos juízes, a Torá manda ter também os shoterim, policiais. Os shoterim executam os decretos dos juízes. Moshê avisou: "Nomeiem somente juízes capazes e honestos. Lembrem-se de que para ser um verdadeiro juiz de acordo com a Torá, o indivíduo deve antes de tudo cumprir ele mesmo as mitsvot."

Uma história:
Faça o que você diz!
Rabi Yonatan tinha uma árvore cujos galhos alcançavam o quintal do seu vizinho não-judeu. Certo dia, dois judeus vieram para o Rabi Yonatan. Um deles reclamou que a árvore do seu amigo se estendia até sua propriedade. Eles pediram para o Rabi Yonatan resolver sua discussão. Quando Rabi Yonatan ouviu o caso, percebeu que ele mesmo estava cometendo o mesmo erro. "Por favor, voltem amanhã!" disse a eles.
O vizinho não-judeu de Rabi Yonatan ouviu falar sobre o caso jurídico. Ele disse: "Como Rabi Yonatan pode dizer para mais alguém o que fazer, quando ele mesmo não está fazendo a coisa certa?"
Naquela mesma noite, Rabi Yonatan chamou um trabalhador. "Corte os galhos que estão se estendendo além da minha casa", ele instruiu.
Cedo na manhã seguinte, os dois homens retornaram para ouvir a decisão de Rabi Yonatan. "Você deve cortar os galhos que estão avançando", disse ele para o dono da árvore.
O vizinho não-judeu de Rabi Yonatan tinha vindo para ouvir como Rabi Yonatan decidiria o caso. Ao ouvir o veredicto, ele não pôde se controlar e explodiu com raiva: "E o que me diz de si próprio?" balbuciou. "Por que você não faz o que diz? Como pode ordenar alguém para cortar os galhos, quando os seus galhos também estão avançando para o meu pátio?!"
"Eles não estão!" respondeu o rabino. "Vá verificar isto você mesmo."
Indo até lá, o não-judeu constatou que Rabi Yonatan tinha realmente cortado os galhos.
"Abençoado seja o D-us dos judeus!" ele exclamou. "Seus juízes fazem o mesmo que dizem para os outros fazerem!"

Moshê adiciona leis relacionadas à idolatria
Moshê descreveu mitsvot adicionais a respeito de idolatria. O dever mais importante de um juiz era o de punir idólatras.
"Vocês não podem plantar uma árvore no Bet Hamicdash ou em seu pátio. Árvores na área do Bet Hamicdash deveria ser algo maravilhoso. No entanto, o plantio delas é proibido. Os canaanitas plantavam asherot, árvores ‘sagradas’, perto dos seus templos. Por isso, D’us proíbe o plantio de árvores, mesmo se você tiver boas intenções. Isto poderá ser o primeiro passo em direção à idolatria.
"Vocês também não devem erguer uma matsevá para D’us." A matsevá é uma grande pedra geralmente erguida para comemorar algum evento, sobre a qual eram despejados vinho ou óleo. Os canaanitas usavam as matsevot para honrar seus ídolos.
A Torá nos conta que nosso patriarca Yaacov ergueu uma matsevá em honra de D’us. No seu caminho até Lavan, Yaacov pretendia passar a noite no monte de Moriyá, onde D’us o recebeu com um sonho profético. Ao acordar, ele percebeu que as doze pedras originalmente postas em volta de sua cabeça transformaram-se milagrosamente em uma só. Yaacov decidiu consagrar aquela pedra como uma matsevá (monumento) para D’us. Ungiu-a com óleo, que foi provido a ele pelos Céus. Se ajoelhou, rezou em frente à matsevá, e disse: "Se você, D’us, permitir que eu volte para casa em paz, eu oferecerei sacrifícios neste local." (Mais tarde, sobre esta pedra, foi colocado o aron, a arca, no Bet Hamicdash.)
Apesar de D’us ter ficado satisfeito com os monumentos dos patriarcas, na outorga da Torá D’us proibiu esta prática, pois o erguimento de monumentos havia se transformado em um rito canaanita
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Moshê explicou: "O Grande San’hedrin em Yerushaláyim tem a palavra final em todas as questões. O que a maioria dos juízes decide, vira lei. Mesmo se você achar que estão errados na sua decisão, você deve aceitar isto.
"Por exemplo, você leva perante os juízes um pedaço de carne que acha que não é casher. Mas eles decidem: ‘A carne é casher!’ Não diga: ‘Como poderei comer esta carne? Estou convencido de que ela não é casher!’"
A Torá adverte veementemente que as decisões do San’hedrin devem ser obedecidas; pois D’us concedeu aos sábios o poder de interpretar as leis da Torá na vida cotidiana. Se houvesse um colapso no respeito à interpretação dos sábios, a derrocada da nação não tardaria. Tal colapso levaria à anarquia, e a Torá se fragmentaria em diversas Torot.
Você pode perguntar: "Será que é impossível os juízes terem cometido um engano?!
Afinal, eles só são seres humanos." Mesmo que você possa estar certo, a Torá ordena que obedeçamos sempre o San’hedrin. Mesmo que pareça que lhe dizem que a direita é esquerda e a esquerda é direita. E certamente você deve obedecê-los quando é evidente que sua decisão está correta.
Até D’us concorda em aceitar suas decisões haláchicas (referentes às leis). Leia mais sobre isto na próxima história.

Rabi Eliêzer ben Horkenos era um talmid chacham (sábio) excepcional. Seus professores o chamavam de "uma cisterna que não perde nem uma gota". Recordava tudo o que aprendia.
Certa vez, uma discussão irrompeu entre os sábios sobre um forno. "Este forno é tamê, impuro", os sábios decidiram.
"Não, é puro" - argumentou Rabi Eliêzer. Ele trouxe provas para sua opinião, porém os outros ainda discordavam.
"Deixem-me mostrar para vocês que mesmo D’us concorda comigo!" Disse Rabi Eliêzer.
"Estão vendo esta alfarrobeira no pátio? Se estou com a razão, que D’us faça esta árvore mover-se 100 amot (48 metros) adiante!"
Rabi Eliêzer escolheu propositadamente a alfarrobeira, para dar um indício aos sábios.
Assim como a alfarrobeira produz frutos somente uma vez a cada setenta anos, assim as palavras de Torá dos sábios - seus frutos - não eram nem produtivos nem verdadeiros.
Assim que Rabi Eliêzer ordenou, a árvore moveu-se por 100 amot. "Agora vêem como estou certo?" Perguntou.
"Isto não prova que você está certo!" Responderam os sábios. "Já que você é um grande tsadic, D’us está fazendo milagres para você!"
"Não é verdade," insistiu Rabi Eliêzer. "D’us fez isso para provar queestou certo. Repito: o forno está puro! Se não acreditam em mim, que o riacho do outro lado corra para trás!"
Rabi Eliêzer indicou aos outros que a Torá deles (que é comparada à água) estava indo para a direção errada. O riacho realmente retrocedeu no seu curso. Isto era um verdadeiro milagre. Porém, os sábios recusaram-se a ceder ao Rabi Eliêzer.
"Que as paredes do Bet Hamidrash (casa de estudos) caiam!" gritou Rabi Eliêzer. Ele estava indicando a eles que o Bet Hamidrash não merecia continuar de pé por causa da sua decisão errada.
Quando as paredes começaram a desabar para dentro, Rabi Yehoshua disse a elas:
"Como vocês, paredes, ousam se intrometer em uma discussão entre os sábios?
Reendireitem-se imediatamente!"
As paredes tinham um problema. Não podiam cair em respeito a Rabi Yehoshua; e não podiam endireitar-se em respeito a Rabi Eliêzer. Por isso mantiveram-se inclinadas.
Quando Rabi Eliêzer viu que os milagres não convenceram os sábios, ele clamou: "Que o próprio D’us prove que estou certo!"
Imediatamente, uma voz celestial ressoou no Bet Hamidrash: "Rabi Eliêzer está certo!"
Rabi Yehoshua veio e retrucou: "D’us! Não foi você quem ordenou na sua Torá que nós sempre temos que seguir a opinião da maioria do San’hedrin? Não vamos ouvir a voz Celestial. Você com certeza só fez isso para testar-nos!"
A halachá (lei) permaneceu de acordo com a maioria do San’hedrin. Toda a comida assada nos fornos que Rabi Eliêzer declarou serem "puros" foram queimadas para se ter certeza de que ninguém seguisse a sua opinião.
Hoje em dia não temos San’hedrin.
Como a mitsvá de obedecer o San’hedrin pode ser aplicada a nós?
Devemos ouvir os conselhos dos grandes líderes espirituais da nossa geração. Mesmo se eles não equiparam-se em sabedoria aos juízes de antigamente, deve-se obedecê-los, pois tudo o que temos é "o juiz de nossa própria época." D’us não deixa seu povo sujeito à anarquia; Ele providencia-lhe líderes compatíveis com as necessidades de sua época e local.

Se um judeu desobedece uma regra do Grande San’hedrin ou dos líderes espirituais de sua geração, está transgredindo um mandamento da Torá. Caso um sábio competente, na época do Bet Hamicdash, tenha instruído outras pessoas a agir contrariamente às regras do Grande San’hedrin, ou ele mesmo agiu desta maneira, poderia até ser condenado à morte.
Por que ele era punido tão rigorosamente?
Com isso, a Torá quer nos demonstrar a importância fundamental de obedecer a Palavra de D’us formulada pelo San’hedrin.
Inevitavelmente, haverá diferenças de opinião sobre como interpretar a Lei Escrita, e aplicá-la à novas situações. Todavia, se todos os pontos de vista tivessem o mesmo status de idêntica legitimidade, as disputas multiplicar-se-iam, resultando em diversas versões da Torá, cada qual competindo com as outras. Por este motivo, a Torá investiu o San’hedrin de plena autoridade para resolver todas as disputas e cujas decisões seriam acatadas até mesmo por eminentes estudiosos. Porquanto um judeu deve acreditar que D’us guia e orienta as decisões de Seus servos devotos.
Instituir e promulgar a autoridade dos sábios é tão importante que a Torá impôs a pena capital para qualquer juiz – mesmo para um juiz notável – que legisle contra as decisões majoritárias do Grande San’hedrin.

Benê Yisrael deveriam cumprir três mitsvot ao se estabelecer na Terra de Yisrael: 1) escolher e coroar um rei; 2) exterminar os descendentes de Amalec e; 3) construir o Bet Hamicdash . Assim, não nos é apenas permitido, mas numa determinada época do futuro, nos é ordenado que nossa nação exija um rei. Até mesmo as profecias sobre a era Messiânica, que descrevem Yisrael em seu mais elevado nível espiritual, versam sobre um rei da dinastia de David.
Portanto, a monarquia é uma situação desejável. Não obstante, quando o povo pediu que o profeta Shemuel lhe desse um rei, "para que possamos ser como os povos à nossa volta," ele reagiu com desapontamento e ira.
Benê Yisrael deveria ter pedido um rei que os liderasse, inspirasse e fosse exemplo de alguém que serve a D’us altruística e sinceramente. Em vez disto, disseram que queriam um rei meramente para imitar seus vizinhos. Será que o objetivo que D’us estabeleceu para os judeus é ser igual à qualquer outro povo, cujas aspirações são apenas glória, riqueza e conquistas?
Por causa do desejo equivocado da nação, seu primeiro rei, Shaul, não pôde manter seu trono permanentemente
. * Um rei recém-escolhido é levado para uma fonte de água. Lá, ele é ungido com óleo (shêmen hamishchá).
* Quando as pessoas vêem o rei judeu, elas devem mencionar uma bênção: "Baruch shechalac micvodô lireav"; "Abençoado és tu, D’us, Que compartilha Sua honra com aqueles que o temem."
* É proibido sentar no trono real, cavalgar em seu cavalo, usar o seu cetro ou qualquer um de seus objetos pessoais.
* Os reis descendentes de David são as únicas pessoas que têm a permissão de sentar-se no pátio do Bet Hamicdash. Todos os outros devem ficar de pé.
* O rei tem seu cabelo cortado todo dia para ter sempre uma boa aparência. Pessoas são proibidas de assistir ao seu corte de cabelo, para que não percam o respeito por ele.
* Todos, mesmo um navi (profeta), devem se curvar perante ele, exceto o cohen gadol (sumo-sacerdote). Porém, é uma mitsvá que o rei honre os sábios da Torá.
* Um judeu que desobedece a ordem real merece pena capital.
Foi dito sobre o rei Yehoshafat que quando um sábio entrava, ele se levantava e clamava: "Meu mestre e rabino!"
A proibição de consultar magos e videntes
A Torá já falou sobre os líderes da nação: os juízes, o rei e os cohanim. Agora, a Torá versa sobre a maneira pela qual D’us comunica Sua vontade e o que o povo deve saber sobre o futuro a fim de cumprir suas obrigações para D’us.
Mas antes, por ser da natureza humana querer saber o futuro e utilizar-se de quaisquer meios para obter os fins com êxito, a Torá proíbe os judeus de copiarem as práticas utilizadas por outras nações para prever acontecimentos futuros. Essas práticas são abomináveis aos olhos Divinos. Benê Yisrael que depositar sua fé que D’us lhe dará toda a sabedoria de que precisa, e agir de acordo, com confiança e lealdade.
Apesar dos métodos à disposição dos idólatras para investigar o futuro, devemos seguir D’us com fé completa e perfeita, sem sentir necessidade de saber o que irá acontecer: "Tamim tihyê im D’us Elokecha"; "sejas íntegro com D’us, teu D’us". Se tivermos confiança plena e total em D’us, todas as previsões dos magos e videntes não terão significado algum, pois D’us reverterá qualquer mal contra Israel. A prova disso vem dos nossos antepassados, Avraham e Sara, que pelas leis da natureza estavam fadados a não terem filhos, mas D’us inverteu o destino mostrado pelas estrelas. Assim sendo, o judeu não precisa de feitiçaria, apenas de sincera obediência ao Todo Poderoso.
Quando um rei não-judeu queria empreender uma guerra, ele antes perguntava ao seu adivinho se ele seria ou não vitorioso. Um rei judeu é proibido de fazer isso. É seu dever e do San’hedrin assegurar que não existam bruxos em Êrets Yisrael.
Todas as antigas nações tinham mágicos, incluindo a terra de Canaan. Alguns eram baalê ov: convocavam os espíritos de pessoas mortas e formulavam perguntas sobre o futuro. Havia outro tipo de mago chamado yideoni: ele colocava o osso de um animal na boca, e o osso começava a falar.
Os não-judeus também tinham alguns sinais de "sorte" e de "azar". Por exemplo, se alguém comesse pão e um pedaço caísse de sua boca, era considerado um azarado.
Moshê avisou: "Vocês não podem acreditar em todas estas superstições, assim como consultar mágicos e astrólogos é proibido."

Conhecendo o futuro
"Só lhes é permitido conhecer o futuro de duas formas:
1. Podem consultar um profeta de D’us.
2. O rei ou o presidente do San’hedrin podem perguntar aos urim vetumim."
Como os urim vetumim respondiam? Como sabemos, o cohen gadol (sumo-sacerdote) usava o Chôshen (peitoral). Sobre ele havia doze pedras preciosas com os nomes das doze tribos gravados nelas. Os urim vetumim, o nome sagrado de D’us, ficava oculto dentro do Chôshen. Isso fazia com que as letras do Chôshen se iluminassem fornecendo e formando as respostas.

O Chôshen e as profecias dos sábios
Shelomô compôs um livro cheio de sábios conselhos, chamado Cohêlet. Nele, ele escreve: "Eu me apoiei na minha grande sabedoria e ignorei as palavras da Torá, enraivecendo a D’us. As mitsvot de D’us são mais sábias do que tudo o que um ser humano poderia sequer imaginar."
A Torá, geralmente, não nos dá a razão das mitsvot. Shelomô falhou pois a Torá deu a razão das mitsvot dos reis. Ele racionalizou que elas não se aplicavam a ele. Se a Torá tivesse nos ensinado o significado de outras mitsvot, poderíamos transgredi-las também, achando que estas não se aplicam a nós.
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O Midrash nos conta: O rei Salomão foi o ser humano mais sábio da Terra. Ele disse: "É verdade que a Torá proíbe o rei de ter muitas esposas. Isso poderá desviar seu coração de D’us. Porém esta mitsvá não se aplica a mim. Sou tão sábio e temo tanto a D’us que, mesmo se me casar com muitas mulheres, elas nunca me influenciarão para o mau caminho. Se eu tiver muitas esposas, elas me darão muitos filhos guerreiros.
Nossos sábios nos contam: |
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A proibição de consultar magos e videntes
Conhecendo o futuro
O Chôshen e as profecias dos sábios
Cada pedra preciosa do Chôshen continha seis letras: o nome da tribo e letras adicionais. As letras extras formavam as palavras "Avraham Yitschac Yaacov, Shivtê Yeshurun, tribos de Israel". Deste modo, todas as letras do alfabeto hebraico se encontravam no Chôshen.
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A Torá ordena: "O Bet Din pode punir uma pessoa somente mediante duas testemunhas oculares que o viram cometendo o pecado."
O que acontece se ele só for visto por uma testemunha?
D’us é quem punirá o pecador; o Bet Din não tem poder neste caso. Na verdade, se uma só pessoa vir alguém cometendo um pecado, é errado ir reportar o caso ao Bet Din. Porém, se duas testemunhas viram um pecado sendo cometido, é uma mitsvá ir reportar ao Bet Din. Elas não podem ignorar isto.

Edim zomemim / testemunhas falsas
Um tribunal judaico não pode basear seu veredicto em evidências circuntanciais, boatos, testemunho escrito, ou o testemunho de uma só pessoa. Só é aceito o testemunho oral de duas testemunhas oculares e válidas que aparecem na corte.
Elas são submetidas a um minucioso interrogatório feito pelos juízes.
No caso de as testemunhas terem apresentado um falso testemunho tão convincente que até o interrogatório dos juízes não pode provar nada contra, a Torá não responsabilizará os juízes por fatores ocultos que eles possivelmente não tenham trazido à luz. Se alguém fosse executado como resultado disso, D’us teria causado sua morte desta maneira, porque ele provavelmente já era culpado por outro pecado.
Se dois pares de testemunhas se autocontradizem em relação a determinado assunto, o testemunho de ambos é anulado. Porém, se o segundo par prova que o primeiro par não estava presente na hora que eles afirmam ser a hora do crime, o testemunho deste último par é que é aceito.
Por exemplo:
Testemunhas A e B: "Nós observamos fulano assassinar seu vizinho no nosso pátio de trás (especificando a localização) em tal lugar, no Shabat à noite, às onze horas."
Testemunhas C e D contradizem: "Era impossível vocês terem visto isso em tal lugar às 11 horas da noite, pois nós dois vimos vocês deixarem a casa de sicrano no outro lado da cidade exatamente a esta hora!"
A Torá decretou que o último par de testemunhas - contanto que eles tenham passado o exame dos juízes satisfatoriamente - devem ser acreditados. O primeiro par é declarado como "edim zomemim - testemunhas conspiradoras".
Qual é a punição dos conspiradores?
Eles recebiam aquilo que planejaram para a sua vítima. Se acusaram-na de assassinato e ela receberia a pena de morte, eles são condenados à morte em seu lugar.
A Torá termina, porém, que se a fraude é descoberta somente após a execução da vítima, a falsa testemunha não é punida. Presumimos que se D’us deixou isto acontecer, havia uma razão; a vítima possivelmente era culpada de alguma crime ou pecado anterior.

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Como o exército se prepara para a guerra
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Quando os exércitos iam para a guerra, os conquistadores costumavam derrubar todas as árvores da área. Eles destruíam tudo e devastavam a terra.
A Torá ordena: "Se o seu exército estiver cercando uma cidade inimiga em tempo de guerra, vocês não podem derrubar nenhuma árvore frutífera antes ou depois de conquistar a cidade. Vocês não têm o direito de destruir árvores frutíferas desnecessariamente."
Numa guerra, é permitido atacar os soldados do inimigo, porém uma árvore não é um soldado! Por quê os judeus deveriam sentir a necessidade de destruir qualquer árvore frutífera?
"Ki haadam ets hassadê"; "Será que a árvore do campo é como o homem?"
Em meio ao capítulo que versa campanhas de guerra, que por definição é destrutiva, a Torá exige que os judeus tenham consciência da necessidade de manter o respeito pelo bem-estar geral. Se as pessoas tentarem permanecer boas mesmo em épocas que despertam seus mais básicos instintos, serão capazes de aperfeiçoar seu caráter firme e constantemente.
A analogia entre o homem e as árvores possui um significado muito mais amplo. Como as árvores precisam do crescimento de galhos, ramos, flores e frutos para que cumpram seu propósito; assim também o homem foi colocado aqui na terra para se desenvolver, e produzir verdade moral, intelectual e espiritual.

Bal Tashchit / É proibido desperdiçar
Nossos sábios também proibiram-nos de destruir ou desperdiçar qualquer coisa útil. No passado, as pessoas eram muito mais cuidadosas no que se refere a desperdício. Não tinham tanta comida, dinheiro ou roupas. Por isso, eles se esforçavam para fazer bom uso de tudo. Em comparação com as gerações anteriores, hoje, todos nós somos ricos. D’us nos abençoou com abundância. Muitos de nós temos dinheiro suficiente para comprar todo alimento e vestimenta que precisamos. Porém isso não quer dizer que podemos desperdiçar qualquer dessas coisas.
Todo alimento deve ser tratado com respeito. O Talmud nos conta: "Um alimento que serve para seres humanos, não deve ser dado para um animal". Por quê? Isto é desrespeitoso para com o alimento e demonstra uma falta de gratidão para com a bênção de D’us. É certamente errado, portanto, jogar comida fora. Em vez disso, devemos planejar nossas refeições para que o alimento não seja mal aproveitado.
Fora o respeito por comida em geral, é proibido atirar pão, mesmo se este não for danificado. Alguém que vê comida no chão deve levantá-la. Uma pessoa nunca deve andar sobre migalhas de pão, já que isto pode levar à pobreza. As migalhas devem ser varridas.
O cuidado com as roupas também é parte da mitsvá de bal tashchit.
Dinheiro também não deve ser desperdiçado. Um judeu não deve gastar seu dinheiro sem propósito, mas sempre no intuíto de cumprir uma mitsvá.

Quando um judeu, D’us não o permita, é assassinado, seu sangue clama a D’us pedindo vingança. Somente quando o assassino é punido, o sangue da vítima é apaziguado. Às vezes não sabemos quem é o assassino.
Como podemos vingar o sangue do morto neste caso?
Nós o fazemos através da eglá arufá. O grande San’hedrin em Yerushaláyim fica sabendo do assassinato. Cinco dos seus juízes são mandados ao lugar da ocorrência. Eles medem em todas as direções a partir do cadáver e decidem qual é a cidade mais próxima. Eles se preocupem para que a vítima seja enterrada e vão embora.
Agora, o Bet Din da cidade mais próxima assume este caso. Seus juízes compram uma bezerra que nunca foi usada para arar a terra, e em cujo lombo nunca foi colocado um peso. Eles a levam para um vale de terra dura que nunca foi arado. Eles quebram a nuca da bezerra com um machado.
Todos os líderes de Torá que vivem na cidade mais próxima devem lavar suas mãos no vale e declarar: "Yadênu ló shafchu et hadam hazê"; "Nossas mãos não derramaram esse sangue."
"Não é culpa nossa que o assassinato tenha ocorrido! Sempre que um estranho visita nossa cidade, lhe oferecemos comida e bebida e o acompanhamos quando ele se vai. Não o deixamos sair com fome."
Um grupo de cohanim também deve vir ao vale. Os cohanim rezam: "Por favor, D’us, perdoe a todo o povo de Yisrael pelo assassinato!"
Mesmo se Benê Yisrael não são diretamente responsáveis, a culpa é atribuída a todos. A Torá não nos explica o porquê da eglá arufá. Esta lei é um choc (mitsvá cuja razão não nos foi revelada). Porém há algumas explicações que nos ajudam a entender melhor este assunto;
Uma bezerra que nunca tenha trabalhado ou parido é utilizada. O vale onde a bezerra é morta é um local ermo e estéril onde nada cresce. Tudo isso mostra quão terrível é um assassinato: o assassino tirou a vida da vítima – e com isso, impediu que esta se perpetuasse e continuasse a cumprir as mitsvot.
O povo, juízes e líderes espirituais imploravam a D’us para que os perdoasse pelo assassinato. Suas orações e o ato de cumprir a mitsvá de eglá arufá expiavam o pecado. O vale deveria permanecer deserto para sempre; ele nunca poderia ser arado. Sempre que os judeus passassem por ele, se lembrariam quão grave é o pecado do assassinato.
A mitsvá de eglá arufá também era uma forma de encontrar o assassino. Muitas pessoas costumavam se aglomerar para assistir a esta cerimônia. Eles comentariam sobre o assassinato. Quem conhecia a vítima? Será que ela tinha algum inimigo? Às vezes, algum dos presentes poderia saber de algo que levava ao descobrimento do assassino. Se o assassino era encontrado e havia testemunhas que o viram cometer o crime, era condenado à morte. É interessante notar que esta mitsvá vem logo a seguir ao trecho que contém as leis pertinentes à guerra. Infelizmente, a realidade necessita de conflitos armados contra inimigos, e seus inevitáveis resultados em termos de perdas de vidas. Contudo, o fato de existirem guerras não pode nos deixar insensíveis à perda de vidas. Todos são responsáveis pela destruição de uma única vida humana.
D’us prometeu: "Se vocês se preocuparem com o sangue inocente derramado, Eu me preocuparei para que chegue o tempo quando todas as morte cessarão. Na época de Mashiach, instrumentos de matança serão usados somente para fins pacíficos."

46>>Não planeje, cobiçe um trabalhador alugado, nem ignore em deixar, no engano uma pessoa, com pesos e medidas, para que o juiz não cometa, aceite ou favoreça um litigantes.

Entregar um escravo fugitivo

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