Tsav
Tsav
Aspectos da 25ª parashá: צו>> Tsav
O texto desta Parashá é: Tsav - ((Leviticus) 6:1-8:36) >> Ordem com urgêmcia

O texto da Haftará é: ( Jeremiah 7:21-8:3; 9:
O texto da Brit Hadasha : (Marcos 12: 28 – 34 Romanos 12: 1,2.)
Parshat Tsav
A Parashá Tsav (Vayicrá 6:1:36) começa com D'us continuando a ensinar Moshê muitas das várias leis relativas ao serviço no Mishcan, Santuário. Entretanto, enquanto a Porção da semana passada descreveu os corbanot, sacrifícios, da perspectiva do doador, nesta semana a Torá concentra-se mais diretamente nos Cohanim, fornecendo mais detalhes sobre seu serviço.
Após descrever primeiro a manutenção do fogo que ardia sobre o altar, a Torá discute em detalhes os vários tipos de corbanot que Aharon, seus filhos e as gerações seguintes de Cohanim estariam oferecendo. As oferendas deveriam ser trazidas com as intenções apropriadas, e comidas em um estado de pureza espiritual.
Finalmente, Moshê realiza os prolongados melu'im, serviço de consagração do Mishcan , e Moshê unge e introduz Aharon e seus filhos para o serviço deles no Mishcan, em frente de toda a congregação de Israel.

Corpo e Alma
Por Rabi Shimon Wiggins
Se a Porção desta semana da Torá fosse acompanhada de efeitos sonoros, um alarme crescente seria ouvido, motivando-nos a entrar em ação, pois começa com D'us dizendo a Moshê para ordenar Aharon e seus filhos sobre o corban olá. A linguagem do versículo que instrui Moshê a fazê-lo é singular. Geralmente D'us diz a Moshê: "Fale aos Filhos de Israel" ou "Diga-lhes".
Entretanto, aqui a Torá utiliza o termo "tsav – ordene [a Aharon e seus filhos]".
Tsav indica a urgência e importância do assunto sobre o corban olá.
Rashi cita o Midrash, enfatizando que a palavra hebraica "tsav" denota urgência na ação no presente e no futuro. Por que razão a mitsvá requer linguagem tão forte para assegurar seu cumprimento pelas futuras gerações, enquanto tal ênfase não é utilizada para a maioria das mitsvot da Torá?
A chave para resolver este mistério está na declaração seguinte de Rashi – a Torá usa a palavra "tsav" quando uma perda monetária está envolvida no cumprimento da mitsvá. Em nosso caso, é uma obrigação financeira para a nação judaica oferecer o corban duas vezes ao dia. Portanto, a Torá usa a palavra "tsav" para cobrar-nos fortemente o cumprimento desta mitsvá, apesar da perda monetária. Mas será o prejuízo financeiro realmente tão grande? Afinal, toda a nação judaica compartilha da obrigação de trazer as oferendas diárias. Não existem outras mitsvot que resultem em uma perda financeira ainda maior?
Rabi Shimon Schwab oferece uma análise esclarecedora do relacionamento da nação judaica com os corbanot. Há dois aspectos relativos aos sacrifícios: o primeiro é o animal físico que está sendo oferecido a D'us, enquanto que o segundo aspecto é a intenção da pessoa que traz o corban.
Estes dois aspectos não possuem valor igual. Aos olhos de D'us, o aspecto fundamental de um sacrifício é a intenção, o motivo, e a atitude da pessoa que o oferece; o componente físico é de importância secundária. Através da história, tem sido um desafio para o homem combinar adequadamente estes dois aspectos.
Preocupar-se abertamente com o aspecto físico da oferenda é demonstrar incompreensão total. Segundo Sforno, foi por isso que a oferenda de Caim foi rejeitada por D'us (Bereshit 4:3-7). Caim pensou que D'us estivesse interessado apenas no presente físico. Como sua intenção não era aproximar-se de D'us, sua oferenda foi rejeitada.
Superestimar o aspecto físico dos Corbanot foi o erro da nação judaica durante o período do Primeiro Templo. Numerosos versículos nos Profetas reprovam a nação judaica por simplesmente trazer animais, sem nenhuma intenção sincera de aproximar-se do Divino.
Entretanto, mais tarde durante o período do Segundo Templo, ocorreu exatamente o oposto. A nação judaica ignorou por completo o aspecto físico dos Corbanot. Argumentaram que se o aspecto essencial de um sacrifício é crescer espiritualmente, por que então incomodar-se com o aspecto físico. É realmente importante se o animal não vem da melhor parte do rebanho?
Uma vez mais, a nação judaica é reprovada pelos Profetas. De fato, a intenção da pessoa é fator essencial quando traz um sacrifício. Mas não se pode esquecer do aspecto físico. Como seres humanos compostos de corpo e alma, devemos servir a D'us tanto no nível físico como no espiritual. Assim como não podemos ignorar a matéria que compõe o nosso ser, também não podemos ignorar o aspecto físico de servir a D'us.
Agora podemos entender a preocupação da Torá quanto a haver uma perda monetária a respeito dos Corbanot, especialmente no que tange ao corban olá. Como um corban olá é completamente queimado sobre o altar, e sabendo-se que D'us está essencialmente preocupado com a intenção da pessoa, poder-se-ia facilmente deduzir que o aspecto físico não importa, precipitando um desejo de limitar o custo financeiro. Portanto, a Torá enfatiza a palavra "tsav – ordem" a qual denota urgência agora e para as futuras gerações. A Torá está nos dizendo que mesmo quando percebemos a importância da intenção sincera de servir a D'us, devemos também nos sensibilizar quanto ao aspecto físico.
Enfrentamos um exemplo prático deste desafio todos os dias durante a prece. Se tenho a intenção adequada de aceitar a soberania de D'us, que importância tem se pronuncio corretamente as palavras da prece? D'us não sabe o que estou pensando? A resposta é um SIM ressonante. Mas há um imperativo igualmente ressonante em servir D'us com nosso ser físico também, dessa maneira usando a totalidade de nossa existência a serviço de D'ele.

Mais explicações sobre os corbanot (oferendas)
A Parashá Vayicrá nos ensinou sobre cinco grupos de corbanot. São eles: olá, minchá, shelamim, chatat e asham. A parashá Tsav nos relata mais detalhes sobre estes cinco grupos. Por exemplo, sabemos que os sacrifícios olá devem ser abatidos apenas durante o dia. D’us ensinou a Moshê:
"Se um corban olá foi abatido durante o dia, os cohanim podem continuar queimando-o durante toda a noite."
Da mesma forma, a gordura de outros corbanot podia ser queimada noite afora.
Dessas leis vemos que alguns cohanim estavam de plantão no Bet Hamicdash durante toda a noite. E outros cohanim teriam que começar a avodá (serviço) ao romper do dia. Apesar das longas horas, os cohanim estavam sempre prontos e ansiosos para cumprir a avodá.
Os cohanim recebem a mitsvá de recolher as cinzas do altar todos os dias
D’us ordenou a Moshê: "É uma mitsvá para o cohen ir toda manhã ao altar e retirar as cinzas dos corbanot queimados com uma pá. Deve colocar as cinzas no chão próximo à rampa do altar, sempre no mesmo local."
Esta mitsvá é chamada de terumá hadeshen (recolher parte das cinzas).
Nossos sábios nos contam que ocorria um milagre com as cinzas, depois que o cohen as colocava no chão. O solo as engolia, e não ficava nenhum traço delas no local. Este milagre era um sinal de D’us que ele estava satisfeito com a avodá e lembraria sempre o mérito dos corbanot queimados.
Por que D’us ordenou que as cinzas fossem retiradas do altar todos os dias?
Você poderá pensar que o objetivo desta mitsvá era o de limpar o altar das cinzas. Talvez fosse esta a razão, mas na verdade retirar uma pá repleta de cinzas não limpava realmente o altar. (Na verdade, o altar era completamente limpo de tempos em tempos. Sempre que a pilha de cinzas ficava muito alta, um cohen levava a pilha toda para um lugar especial fora de Yerushaláyim.)
Se era assim, qual o propósito da mitsvá diária de terumat hadeshem, tirar uma pá cheia de cinzas do altar?
Não sabemos o que D’us tinha em mente quando nos deu esta mitsvá. Apesar disso, podemos aprender um conceito importante:
Um cohen devia sentir-se orgulhoso por ser uma pessoa especial. De todos os judeus, apenas os cohanim foram escolhidos por D’us para fazer a avodá. E apenas eles vestiam bigdê kehuná, lindas vestes que eram vedadas ao judeu comum. A mitsvá de terumat hadeshen ensinava os cohanim a serem humildes. A primeira avodá que tinham que fazer pela manhã era retirar cinzas do altar e colocá-las no chão. Um cohen poderia ter pensado que este não era um trabalho apropriado e digno para ele. Poderia ter preferido ordenar a um não-cohen para fazer este "trabalho insignificante".
Mas D’us ordenou que somente um cohen o fizesse e que ao fazê-lo estivesse vestido com suas roupas especiais. A mitsvá também ensinava ao cohen que ele era simplesmente um servo de D’us e que é a Ele que devemos todos servir e honrar

Nossos sábios explicam:
A qual cohen a mitsvá de terumat hadeshen era designada no Bet Hamicdash
Quem dentre os cohanim recebia a mistvá de retirar as cinzas do altar?
Primeiramente, qualquer cohen de plantão no Bet Hamicdash naquela manhã poderia decidir que queria fazer terumat hadeshen. Quem primeiro começasse, recebia a mitsvá.
Se vários cohanim desejassem fazer terumat hadeshen, correriam pela rampa do mizbêach. Aquele que atingisse primeiro o topo da rampa, tinha o direito de cumprir a mitsvá.
Certa vez, entretanto, um triste incidente ocorreu. Dois cohanim chegaram ao topo ao mesmo tempo. Um deles estava tão ansioso para conseguir a mistvá que empurrou o outro cohen para fora da rampa. O homem rolou para baixo e quebrou a perna. Os juízes do Sanhedrin perceberam que as regras teriam de ser mudadas. Decidiram: "Como os cohanim amam até mesmo essa aparentemente humilde avodá a ponto de competirem por ela, de agora em diante deverá ser compartilhada da mesma maneira que os outros avodot (serviços) do Bet Hamicdash: por sorteio."
O "sorteio" no Bet Hamicdash era feito de maneira especial:
Os cohanim formavam um círculo. Cada cohen levantava um dedo, e o cohen encarregado do sorteio pegava um certo número, por exemplo trinta e sete. Então ele começava a contar os dedos levantados, começando de qualquer ponto do círculo e seguindo em volta. O cohen cuja contagem o atingia no número "trinta e sete" era o escolhido para a avodá. O cohen escolhido para a avodá de terumat hadeshen vestia bigdê kehuná, pegava uma pequena pá de prata e subia no altar. Enchia a pá com cinzas e depositava as cinzas no lado da rampa.
Um fogo deve sempre arder no altar
D’us ordenou: "O fogo no mizbêach nunca deve se apagar. Os cohanim devem providenciar para que arda dia e noite, mesmo quando não houver corban no altar."
O fogo sobre o altar era mantido sempre aceso, mesmo no Shabat e até mesmo enquanto Benê Yisrael estava viajando pelo deserto."

Nossos sábios nos relatam:
Como os judeus abasteciam o altar com madeira, mesmo em épocas perigosas
Antes que o Segundo Bet Hamicdash fosse destruído, os romanos governavam Êrets Yisrael e emitiram muitos decretos perversos contra os judeus.
Um dos decretos era: "Nenhuma madeira poderá ser trazida ao Bet Hamicdash para manter aceso o fogo sobre o altar."
Para ter certeza de que nenhum judeu traria madeira ao Bet Hamicdash, os Romanos montaram guarda em todas as estradas que conduziam à Yerushaláyim. Os guardas abriam cada pacote levado pelos viajantes. Parecia impossível contrabandear madeira para o Templo. Mas judeus não são detidos quando se trata de manter a Torá e as mitsvot, mesmo em face do perigo. Eles não permitiriam que os romanos extinguissem a avodá dos corban.
Uma família temente a D’us teve uma idéia. Juntaram madeira bonita, livre de insetos e as pregaram formando escadas. Puseram as escadas nos ombros e marcharam rapidamente pela principal estrada até Yerushaláyim.
"Pare!" - disseram os guardas. "Para que são estas escadas?"
"Estamos a caminho de nossa casa de pássaros que está no alto de uma árvore. Precisamos da escada para subir até nossos pássaros."
Os guardas não suspeitaram de nada, e deixaram o grupo passar. Assim que os judeus chegaram ao Bet Hamicdash, separaram os pedaços das escadas e deram a madeira aos cohanim para que a pusessem sobre o altar. Os sábios louvaram esta família corajosa. Ficaram conhecidos como "Benê Salmai", que significa "a família da escada." (A palavra salmai está relacionada com sulam, escada).
Mais sobre as oferendas chatat
Um judeu que cometia certos pecados era obrigado a trazer um sacrifício chamado chatat (como explicamos na Parashá Vayicrá).
Agora, D’us acrescentou o seguinte: "Um chatat é abatido no lado norte do altar, no mesmo lugar do sacrifício olá."
Por que no mesmo local do sacrifício olá?
Desta maneira D’us salva um pecador do constrangimento. Se alguém viu seu amigo oferecer um corban, não saberia se o amigo estava oferecendo um chatat por um pecado ou um olá, que é um corban voluntário. E assim o pecador não se sentiria constrangido por ter trazido um corban por um pecado, porque aqueles que o viam não saberiam que tipo de sacrifício estava trazendo.

O shelamim oferecido para agradecer a D’us por um milagre
Na Parashá Vayicrá, a Torá explicou que se um judeu deseja oferecer um corban shelamim, uma oferenda que expressa sua felicidade para D’us, pode fazê-lo. Partes do shelamim são comidas trazidas pelo ofertante e sua família.
Esta Parashá acrescenta que se alguém está numa situação perigosa e D’us milagrosamente o salvou, deve oferecer um sacrifício de shelamim para agradecer a D’us. Este shelamim especial é chamado shalmê todá.
Existem quatro situações especiais após as quais uma pessoa deve oferecer um shalmê todá:
1. Se estava seriamente doente e se recuperou.
2. Se atravessou um deserto em segurança.
3. Se voltou em segurança de uma viagem por mar.
4. Se foi libertado da prisão.
Se esteve em quaisquer outras situações perigosas e D’us o salvou, deve também oferecer um shalmê todá.
Como alguém oferece um shalmê todá?
O judeu oferecendo o shalmê todá deve trazer 40 pães ao Bet Hamicdash juntamente com seu animal. O proprietário deve comer a carne e 36 dos pães no dia em que o corban é oferecido, ou durante a noite seguinte. É claro que ele e a família não podem comer 36 pães neste curto espaço de tempo. O que fazer então? Convida os parentes e amigos a uma se’udat hoda’a, a refeição de agradecimento, para ajudá-lo a comer tudo.
Isto é exatamente o que D’us deseja que ele faça! Eis porque Ele ordenou que o proprietário oferecesse tantos pães! Pois durante a refeição, é claro que perguntarão ao dono: "Por que trouxe este shalmê todá ao Bet Hamicdash?" Ele começará a contar a história, com palavras como estas: "Na semana passada eu atravessei um deserto assustador e solitário. De repente, um lobo começou a uivar perto de mim. Juntaram-se a ele, uma enorme matilha de lobos famintos, e começaram a perseguir-me… não fosse pelo grande chêssed (bondade) de D’us, eu não estaria vivo para contar essa história."
Os ouvintes então se conscientizam da grande bondade e misericórdia de D’us. Começariam a louvá-Lo pelos grandiosos milagres que Ele faz por todos nós. Este é o objetivo de trazer o shalmê todá; faz com que o dono e todos aqueles que tomam parte na refeição reflitam no quanto D’us cuida de nós e louvem-No por isso.

D’us nos proíbe ingerir sangue
A Parashá nos fala sobre as leis que se aplicam não apenas ao tempo do Bet Hamicdash, mas nos dias de hoje também.
D’us ordenou a Moshê: "Um judeu não deve ingerir sangue!"
Antes do judeu comer um pedaço de carne ou frango, deve assegurar-se que provém de um animal ou ave casher. Mas isto não é o suficiente. Precisa ser ainda abatido, fazer a shechitá, da maneira que D’us ordenou a Moshê, e posteriormente não pode ser ingerido até que seu sangue seja todo removido.
Como o sangue é removido da carne ou da frango?
A carne (ou frango) é mergulhada em água fria por meia-hora. Então é cuidadosamente salgada em todos os lados. O sal suga todo o sangue para fora. A carne é deixada com o sal por aproximadamente uma hora numa posição que permita ao sangue escoar, como numa tábua inclinada. A carne é então enxaguada podendo agora ser preparada para consumo. Todo o sangue que ainda permaneça na carne após ter sido imersa e salgada desta maneira pode ser consumido.
A Torá nos proíbe comer gorduras animais chamadas chelev
Um judeu pode comer um frango apenas se este tiver sido abatido e salgado de acordo com a Halachá, Lei Judaica. No caso de carne de boi, ovelha ou cabra, a Torá ordena mais uma lei: certas partes gordas devem ser removidas antes que possamos comer a carne. As partes gordas proibidas são chamadas de chelev.
Após o animal ser abatido, um homem especialmente treinado chamado menaker tira fora a gordura proibida.
Um menaker deve estudar as leis para saber qual gordura é chelev. Deve cortar fora cuidadosamente cada pedacinho de chelev. Por isso, antes do judeu comer um pedaço de carne, deve certificar-se não apenas de que o animal foi abatido corretamente, mas também que o chelev foi removido por um especialista temente a D’us, e profundo conhecedor das leis.

O que aconteceu durante os dias de dedicação do Mishcan
D’us ordenou: "Antes que o serviço de D’us possa ter início no recém-construído Mishcan, ele deve ser dedicado por oito dias."
Durante estes oito dias, Moshê ofereceu corbanot especiais para dedicar o Mishcan e a cada dia ele preparava os cohanim para a avodá. D’us disse a Moshê: "Reúna todos os homens no pátio do Mishcan. Quero que eles vejam como os cohanim estão se dedicando à sua avodá (serviço)."
Havia duas razões pelas quais D’us queria que todos os judeus vissem como Moshê preparava os cohanim para suas funções sagradas:
1. D’us queria que todo o povo percebesse que os cohanim são especiais. O povo então honraria os cohanim.
2. D’us queria que cada judeu soubesse claramente que fora D’us quem escolhera Aharon e seus filhos para servir no Mishcan. Desta forma, ninguém jamais pensaria que Moshê, tinha com suas próprias mãos, escolhido seu irmão Aharon e seus filhos para esta elevada posição. (Assim mesmo, Côrach argumentou mais tarde que Aharon não tinha sido escolhido por D’us.)
D’us realizou um milagre especial, para que cada judeu pudesse ver com seus próprios olhos o que era feito a Aharon e aos outros cohanim.
D’us fez com que o pátio do Mishcan acomodasse 600.000 homens. Obviamente o pátio era muito menor para que um número tão grande de pessoas coubessem nele. Entretanto, seu tamanho milagrosamente abrigou a todos eles]]

O midrash explica:
D’us pode acomodar pessoas num espaço que parece pequeno demais para contê-las
D’us ordenou a Moshê: "Reúna todos os judeus!"
"Onde?" - perguntou Moshê.
"No pátio do Mishcan !" - respondeu D’us.
"Mas há 600.000 homens com mais de vinte anos e outros 600.000 rapazes mais jovens," objetou Moshê. "Não cabem todos lá."
"Não se preocupe com isso," D’us respondeu a Moshê. "Posso acomodar a todos".
Similarmente, quando D’us desceu ao Monte Sinai na Outorga da Torá para falar com o Povo de Israel, tinha com Ele 22.000 carruagens de anjos. Muito embora o Monte Sinai fosse pequeno para acomodar a todos, D’us realizou um milagre e todos couberam na montanha. Novamente, no futuro, D’us realizará um milagre similar. Ele reviverá todos os tsadikim que viveram desde os tempos de Adam e os trará a Êrets Yisrael. Mas, onde ficarão tantas pessoas? D’us expandirá a terra, de forma que todos tenham espaço suficiente!
Todos os judeus assistiram enquanto Moshê preparava Aharon para seu novo trabalho como Cohen Gadol da seguinte maneira: Aharon imergiu em um micvê para tornar-se puro. Então Moshê trouxe Aharon ao kiyor (lavabo) e lavou-lhe as mãos e os pés. O povo viu como Moshê vestiu Aharon em esplêndidas vestimentas: a saia longa, o cinto, o casaco, o avental e seu cinturão. Moshê fechou o peitoral sobre o avental, colocou o turbante de Aharon e fixou-lhe o tsits, a faixa sagrada, na sua testa.
Finalmente, Moshê trouxe o shemen hamishchá, o óleo para unção. Passou um pouco sobre o Mishcan e os utensílios para torná-los sagrados. Também borrifou-o sete vezes sobre o grande altar no pátio. Então derramou um pouco do óleo sobre a cabeça de Aharon. Depois disso, Moshê lavou e vestiu os filhos de Aharon perante todo o povo.
Em cada um dos sete primeiros dias de dedicação, Moshê deveria arrumar o Mishcan e desmontá-lo novamente. E a cada dia ele oferecia os corbanot especiais que D’us havia ordenado para consagrar o Mishcan.Todos os judeus esperaram em suspense pelo oitavo dia de dedicação. Assim termina nossa Parashá.
Fonte: Chabad
Talmud
Midrash
Pirke avot
Torah
Bíblia
|
|